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Nota de repúdio à declaração falsa

A Hemobrás, instituição fundamental para a segurança e autossuficiência do sistema brasileiro de saúde, foi alvo de uma declaração infundada e caluniosa publicada em jornais de grande circulação desta segunda (02/10/2023), patrocinada pela Associação Brasileira de Bancos de Sangue – ABBS.  Ao contrário do que alega a referida declaração, a Hemobrás possui tecnologia para fracionar o plasma brasileiro e essa atividade é movida por ações contratuais de transferência de tecnologia com o Laboratório Francês de Fracionamento e Biotecnologia – LFB. Por meio desse contrato, já foi construída a unidade fabril, adquiridos equipamentos e capacitados dezenas de técnicos que atuam na incorporação de processos e multiplicação do conhecimento. Atualmente, a Hemobrás está em fase de conclusão do parque fabril, que já se encontra em fase de testes de qualificação, demonstrando claramente seu compromisso com a produção nacional de hemoderivados, para atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde.

Uma vez finalizada a implantação da fábrica, a Hemobrás terá capacidade para fracionar todo o plasma de qualidade industrial disponível no Brasil, não necessitando, para isso, outra unidade fabril. Quando a capacidade instalada superar a oferta de plasma, a estrutura atual poderá ser ampliada com incrementos menores, uma vez que as instalações atuais de base que compõem as utilidades industriais e utilidades limpas foram projetadas para atender a contento as demandas futuras.

É importante destacar que a Hemobrás atende a todas as normativas legais e diretrizes de boas práticas de fabricação nacionais e internacionais, que regem a indústria farmacêutica e especificamente a indústria de hemoderivados, garantindo assim a qualidade, segurança e eficácia no processo de fabricação de hemoderivados.

A Hemobrás está comprometida com a gestão adequada do plasma processado no Brasil. É falsa e contém conotações maldosas a declaração de que o plasma obtido por doações é desprezado, havendo assim desperdício. O plasma excedente do uso transfusional coletado nos serviços de hemoterapia públicos, atualmente é fracionado por empresa contratada em parceria estratégica, sendo essa empresa a Octapharma A.G., uma das maiores indústrias do segmento de hemoderivados no mundo. A afirmação de retorno de produtos sucateados é totalmente desprovida de fundamentos e cria um cenário de desinformação, distorcendo a realidade. Aduzimos que a Hemobrás está trabalhando ativamente na qualificação dos serviços de hemoterapia, visando torná-los fornecedores de plasma, que constitui valiosa matéria prima para a indústria farmacêutica.

A empresa repudia veementemente a declaração caluniosa de que o processo de fracionamento ocorre sem acompanhamento adequado. Só o desconhecimento das normativas técnicas e sanitárias nacionais poderia exarar tão descabida declaração.  Um contrato de fracionamento industrial do plasma exige uma relação que envolve, além das empresas contratantes e contratadas, uma complexa rede de autorizações que começam, no caso do Brasil, pela anuência do Ministério da Saúde, e em seguida com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. O atual processo de qualificação da hemorrede nacional e o aproveitamento imediato do plasma estão na contramão dos interesses daqueles que apoiam a PEC, motivados por questões financeiras em detrimento ao interesse público, contrariando a Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados e os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde.

A Hemobrás reforça seu posicionamento contrário à PEC 10/2023, conforme os motivos elencados: https://hemobras.gov.br/dez-motivos-que-justificam-o-arquivamento-da-pec-do-plasma/

02 de outubro de 2023




Hemobrás e hemorrede terão reforço no novo PAC

 

O Governo Federal investirá R$ 800 milhões para a conclusão das obras da Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia), a produção nacional de hemoderivados e o fortalecimento da hemorrede em todo o Brasil. Os recursos fazem parte de um pacote de R$ 42,1 bilhões que visa reduzir a vulnerabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) – como ficou evidenciado no período da pandemia da Covid-19 – e ampliar o acesso universal da população à saúde. O valor será destinado à execução de seis programas estratégicos para promover a neoindustrialização do país, especificamente no que toca ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS). O pilar da nova industrialização é o desenvolvimento, voltado para a inclusão social, ambiental e sustentável do país.

Esses são investimentos que devem ser feitos até 2026. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, que mencionou o aporte e apoio à Hemobrás como “uma grande conquista”. Nove ministérios estão envolvidos na ação, coordenada pelo Ministério da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os projetos lançados está o “Programa para Ampliação e Modernização da Infraestrutura do CEIS”, que articula investimentos públicos e privados para a expansão produtiva e da infraestrutura do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

O ato de anúncio dos projetos, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta terça-feira (26), contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviço, Geraldo Alckmin, ministros, ex-ministros e autoridades da iniciativa pública, entre eles diretores da Hemobrás, assim como representantes da área de saúde privada.

Lula assinou um decreto instituindo um rol de estratégias para o desenvolvimento do Complexo e a expansão nacional dos itens prioritários para o Sistema Único (SUS), visando a redução da dependência do Brasil de insumos, medicamentos, vacinas, hemoderivados e outros produtos estrangeiros. Em seu discurso, o presidente falou sobre a defesa da soberania do Brasil.

O projeto de neoindustrialização tem se destacado entre as prioridades da atual gestão, seguindo o grande potencial de crescimento mundial (assim como o da tecnologia), e é visto como iniciativa de grande importância para a economia brasileira. Estima-se que represente hoje 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, com a geração de 20 milhões de empregos diretos e indiretos.

A política para o complexo de saúde, segundo o Ministério da Saúde, foi resultado de um debate travado na Conferência Nacional da Saúde e contou com a participação social. Nela, ficou estabelecida como diretriz a garantia do complexo econômico industrial da Saúde como uma política de estado comprometida com as demandas da sociedade brasileira, ao mesmo tempo em que se apresenta como um reposicionamento do Brasil no cenário nacional como ator na defesa da redução das desigualdades.

A ministra defendeu a soberania brasileira e a absorção de tecnologias. Também lembrou da atual dependência do Brasil quanto a medicamentos e vacinas, o alto custo (cerca de R$ 20 bilhões) e a necessidade de o país transformar essa realidade. 

Conheça os seis programas estruturantes para a expansão do complexo econômico, industrial e de saúde para reduzir a dependência do Brasil em insumos, medicamentos e vacinas:

Fontes: Ministério da Saúde e Fiocruz




Hemobrás promove campanha sobre prestação de serviços à população

Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia – Hemobrás está realizando uma campanha com apoio da hemorrede brasileira. Essa iniciativa tem a finalidade de divulgar de forma ampla os medicamentos fornecidos pela Hemobrás ao SUS – Sistema Único de Saúde, através dos hemocentros brasileiros, assim como, levar ao conhecimento das pessoas informações sobre o importante serviço que esta indústria farmacêutica presta a toda a sociedade.  

A parceria da Hemobrás com a hemorrede fornecedora – conjunto de serviços de hemoterapia que enviam o plasma para produção de medicamentos – é essencial para o atendimento das necessidades do SUS, no tratamento de pessoas com hemofilia, cirrose, câncer, e outras doenças. As doações de sangue recebidas nos hemocentros são processadas para separar os hemocomponentes, e o plasma que não é utilizado em transfusões é enviado à Hemobrás para a produção dos medicamentos hemoderivados.

Display com os canais de relacionamento da Hemobrás com a sociedade.

 A campanha envolveu inicialmente os hemocentros qualificados, que já fazem o envio do plasma excedente das transfusões de sangue para que a Hemobrás produza os medicamentos hemoderivados. A ação pretende alcançar ainda outros hemocentros brasileiros, com o envio de folders explicativos sobre o caminho da doação de sangue até a produção de medicamentos, assim como a entrega de displays contendo o QRCode com a divulgação dos canais de comunicação da Hemobrás, e ainda, porta-documentos para distribuição junto com os medicamentos fornecidos aos pacientes que utilizam o Hemo8r® (recombinante) e o fator de coagulação VIII plasmático, usados no tratamento da hemofilia A, bem como o fator de coagulação IX, utilizado pelos pacientes com hemofilia B.

Flyer explicativo sobre o caminho da doação de sangue.

Os serviços de hemoterapia que ainda não receberam os produtos da campanha podem entrar em contato com a Hemobrás, via e-mail ascom@hemobras.gov.br.

Sobre cadastro para fornecimento de plasma
Se você é gestor de serviço de hemoterapia, seja ele público ou privado, também pode passar a fornecer o plasma excedente à Hemobrás para a produção de medicamentos hemoderivados. Para se candidatar, o primeiro passo é enviar um e-mail ao Serviço de Relacionamento com a Hemorrede (SRH) pelo endereço eletrônico: gestão.plasma@hemobras.gov.br.




33 anos do SUS: Hemobrás é parte da história de êxito do sistema

Prevenção, tratamento e reabilitação. Neste 19 de setembro, o Sistema Único de Saúde (SUS) completa 33 anos desde sua oficialização. Oferecendo aos brasileiros atenção em saúde de forma gratuita desde 1990, o SUS é baseado nos pilares da universalidade (acessibilidade para todos sem distinção), integralidade (atuação completa em todos os estágios, da prevenção à reabilitação) e equidade (atendimento de acordo com as necessidades de cada paciente). A Hemobrás é uma parceira do SUS na missão de promover qualidade de vida à população. 

O atual sistema de saúde pública do Brasil nasceu junto com a Constituição Federal, em 1988, e foi implementado dois anos mais tarde pela lei 8.080 de 19 de setembro de 1990. Inspirado no National Health System da Inglaterra, o SUS se tornou modelo para o mundo de política pública exitosa no campo da saúde, isso porque atua para além do serviço médico-hospitalar, trabalhando na prevenção, controle de doenças, educação, promoção e gestão da saúde e assistência farmacêutica. 

A Hemobrás fornece os medicamentos exclusivamente ao SUS.

Nesse último aspecto, o SUS faz toda a logística, desde o armazenamento até a distribuição dos medicamentos para os estados. É nessa chave que a Hemobrás atua em parceria com o SUS, em primeiro plano, sendo responsável por fazer a gestão nacional do plasma excedente dos tratamentos hemoterápicos, certificando os hemocentros para o envio do material para fracionamento, e, por fim, fornecendo os medicamentos essenciais ao tratamento de pessoas com doenças raras, coagulopatias, cirrose, câncer, entre outros usos.

ENTREGAS – O Ministério da Saúde recebeu mais de 1,3 milhão de medicamentos hemoderivados Hemobrás. São eles: Albumina, Imunoglobulina, Fator VIII de coagulação plasmático e Fator IX de coagulação plasmático. A Hemobrás também fornece ao SUS o Hemo-8r (fator VIII recombinante). Já foram destinados ao SUS mais 6 bilhões de unidades internacionais (UI) do biotecnológico utilizado para tratamento da hemofilia A. A existência da Hemobrás, uma indústria farmacêutica da mais alta tecnologia, colabora através do SUS para o fortalecimento da assistência em saúde no Brasil e promove a equalização no acesso ao tratamento das doenças que requerem tratamento com medicamentos hemoderivados e biotecnológicos. Viva o SUS!




Newsletter é a novidade da comunicação da Hemobrás

A Hemobrás está retomando mais um canal de divulgação das ações da empresa, a newsletter. O informativo denominado “Hemobrás em Pauta” tem a finalidade de compartilhar o trabalho de dedicação da empresa como colaboradora de primeira ordem do Sistema Único de Saúde, além de discutir temas importante para a promoção da saúde e qualidade de vida no Brasil.

A estratégia faz parte do conjunto de avanços que a Hemobrás está experimentando mais recentemente, impulsionados pela breve finalização do processo de implantação da unidade fabril, que será a maior de toda a América Latina e uma das onze maiores do mundo, além da inclusão da empresa no rol de Empresas Estratégicas de Defesa (EED) do Ministério da Defesa brasileiro, e dos investimentos por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que foram divulgados recentemente.

Primeira edição do informativo destacou os avanços recentes da empresa.

Com todo esse cenário positivo, a Hemobrás tem ganhado uma notoriedade ainda maior e o boletim de notícias vem para somar aos esforços de prestar à sociedade as informações sobre o importante serviço prestado pela empresa na gestão do plasma brasileiro e no fornecimento de medicamentos essenciais aos pacientes com coagulopatias de todo o país. A newsletter terá envio de forma regular, com periodicidade mensal, e edição extraordinária, para casos específicos em que o tema merecer ampliação de debate e tiver correlação com a missão da Hemobrás. 

Acompanhe-nos pela newsletter, acesse @hemobras no Instagram e o canal @hemobrasoficial, no YouTube. Para recomendar ou cadastrar novos assinantes da Newsletter da Hemobrás, escreva para o e-mail ascom@hemobras.gov.br. Participe, interaja, mande perguntas e sugestões. Sua contribuição é muito bem-vinda e nos ajudará a promover ainda mais qualidade de vida para os brasileiros.




Conselhos de Administração e Fiscal da Hemobrás têm nova composição

Os nomes dos novos membros do Conselho de Administração (CADM) e do Conselho Fiscal (CF) da Hemobrás foram confirmados em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta segunda-feira (28) no Recife (PE). Participaram o procurador geral da Fazenda, Júlio César Gonçalves Corrêa, e o recém empossado presidente do Conselho de Administração da Hemobrás, Carlos Gadelha.

Para o presidente do CADM, as mudanças refletem a volta de uma dimensão estratégica para o projeto Hemobrás seguindo a sinalização do Governo em relação à prioridade na produção nacional de produtos que são estratégicos para a população brasileira. “O projeto da Hemobrás se insere em uma das prioridades da política nacional para o Complexo Econômico Industrial da Saúde. A Hemobrás está no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a perspectiva é que a gente vai dar um salto de qualidade na inserção estratégica da empresa, inclusive mostrando que diversos elementos que estão na proposta substitutiva, a PEC 10, a Hemobrás já vem, de fato, cumprindo”, afirmou Gadelha.

De acordo com Gadelha, a Hemobrás não é um projeto isolado e parte de uma base que mostra que o Brasil tem condições de participar do desenvolvimento global de modo qualificado no processo de desenvolvimento tecnológico e de inovação, e não apenas nas fases mais simples das cadeias globais de valor. “A Empresa faz parte de um projeto nacional de desenvolvimento que tem a dimensão da inovação, tem a dimensão regional e principalmente tem a dimensão de tratar a produção e a inovação local como um componente estratégico para viabilizar o SUS e o acesso nacional à saúde”, destaca.

Confira quem são os novos membros dos conselhos:

Conselho de Administração

  • Carlos Augusto Grabois Gadelha – representante do Ministério da Saúde. Posse em 11 de agosto de 2023 (Presidente do Conselho)
  • Carlos Amilcar Salgado – representante do Ministério da Saúde. Posse em 11 de agosto de 2023
  • Maria Fernanda Ramos Coelho – representante do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Posse em 13 de julho de 2023
  • Guilherme Laux – representante do Ministério da Fazenda – Aguardando posse
  • Diego Pessoa Gomes – representante do Ministério da Saúde – Aguardando posse

Conselho Fiscal
Titulares eleitos na 2ª Assembleia Geral Extraordinária

  • Daniel Mario Alves de Paula – representante da Secretaria do Tesouro Nacional
  • Francisco D’Angelo Pinto – representante do Ministério da Saúde
  • Leandro Pinheiro Safatle – representante do Ministério da Saúde

    Confira aqui as composições dos conselhos

  • CADM
  • CF



Membros da CGU reafirmam caráter estratégico e de inovação da Hemobrás

Na última quarta-feira (23), a Hemobrás recebeu membros da Controladoria Geral da União (CGU) em reunião e visita à fábrica localizada em Goiana (PE). Eles puderam compreender e avaliar o funcionamento operacional da empresa, além de vistoriar as instalações fabris. A equipe da CGU foi recebida pela presidente substituta e diretora de Administração e Finanças, Luciana Silveira, pela equipe de auditoria interna da Hemobrás, além de outros membros do staff.

De acordo com Conceição Mourão de Oliveira, superintendente da CGU-PE, a visita técnica às instalações foi uma grande oportunidade de reconhecer como os investimentos na estatal são estratégicos para o desenvolvimento do país. “Atualmente, a Hemobrás é sinônimo de inovação tecnológica, autonomia produtiva, economia de recursos e, sobretudo, de compromisso público, por exercer a função social de atuar como indutora do aprimoramento da política nacional de saúde, permitindo o acesso à população, por meio do SUS, a medicamentos hemoderivados e biotecnológicos”, afirmou a superintendente.

Para o auditor geral da Hemobrás, Luiz Eduardo Bezerra Silva, o evento fortalece a integração e a cooperação entre as partes. “A presença e orientação do órgão de controle são fundamentais para garantir padrões elevados de governança, e a visita proporcionou uma compreensão aprofundada do contexto operacional, enriquecendo a análise e a avaliação por todos os órgãos envolvidos”, avaliou. “Esta colaboração mútua reflete o compromisso contínuo da Hemobrás com a transparência, eficácia e integridade em nossas operações.”, conclui o auditor.




Dez motivos que justificam o arquivamento da PEC do Plasma

Está em tramitação no Senado Federal a Proposta de Emenda à Constituição nº 10/22. A PEC do Plasma, como tem sido chamada, altera o art. 199 da Constituição Federal para dispor sobre as condições e os requisitos para a coleta e o processamento de plasma humano. Entre outras alterações do texto constitucional, a proposta prevê a autorização da coleta remunerada do plasma humano e a comercialização do plasma sanguíneo e dos hemoderivados.

Diversas entidades e coletivos já se posicionaram contra a PEC, a exemplo do Ministério Público Federal, Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), grupo de hemocentros de todo o país e o próprio Ministério da Saúde. Em abril, a Hemobrás publicou nota contrária à PEC.

A Constituição da República Federativa do Brasil, a Lei nº 8.080 e a Lei nº 8.142 definem a saúde como um direito fundamental de todo ser humano e dever do Estado. Como esses, outros princípios legais igualmente relevantes evidenciam a incompatibilidade da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 10/2022 com a Política do Sangue hoje em vigor no País.

A PEC do Plasma esvazia-se diante de algumas considerações técnicas e observações sobre o cenário atual dos hemocentros e das doações de sangue. Diante disso, a Hemobrás torna público o manifesto com “Dez motivos que justificam o arquivamento da PEC do Plasma”.

Entre os pontos elencados estão os seguintes:

  • Comercialização do plasma – impacto na doação de sangue
  • Retirada de item sobre remuneração do doador
  • Destino da coleta privada do plasma – necessário fortalecimento da hemorrede
  • Desperdício de plasma excedente pelos bancos privados
  • Rota do plasma brasileiro
  • Produção e aumento do preço dos medicamentos
  • Da capacidade e ampliação da Hemobrás
  • Distanciamento do abastecimento prioritário
  • Desafio do abastecimento
  • Construções para uma nova Política de Sangue

Leia documento na íntegra e compartilhe!
Dez motivos que justificam o arquivamento da PEC do Plasma




Em nota técnica, MPF e MPTCU emitem parecer contrário à PEC do plasma

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) emitiram nota técnica esta semana e se posicionaram de forma contrária à (PEC) Proposta de Emenda Constitucional 10/2022, que visa, entre outras alterações do texto constitucional, a autorização da coleta remunerada do plasma humano e a comercialização do plasma sanguíneo e dos hemoderivados. A PEC 10/2022 propõe a modificação do artigo nº 199 da Constituição Federal e está sob análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal.

O documento conjunto dos dois Ministérios Públicos contém um arrazoado de 13 páginas e também faz questionamentos ao substitutivo apresentado pela CCJ do Senado por apresentar “disposições que vão de encontro ao interesse público, na medida em que podem comprometer a qualidade e a segurança das doações, infligir a saúde dos doadores, além de trazer insegurança em termos de abastecimento de produtos considerados estratégicos para a defesa nacional”.

A nota sustenta que o caminho para esse debate não é o da alteração constitucional, apresenta uma memória sobre a regulamentação da doação remunerada em décadas passadas, seus riscos transfusionais e malefícios ao sistema de saúde do país. Aborda a coleta, processamento, estocagem, distribuição e aplicação do sangue do Brasil e alerta que, como consequência, as eventuais mudanças propostas no substitutivo representariam uma “provável afronta a princípios e garantias constitucionais, notadamente a dignidade da pessoa humana, a segurança nacional, e o direito à saúde”.

“A solução para os hemoderivados no Brasil, portanto, não passa por estimular a doação do plasma por meio da remuneração ou oferta de benefícios financeiros de qualquer natureza, sob pena de se desvirtuar o caráter altruísta e solidário desse ato, que uma vez condicionado à prestação de uma vantagem econômica, afastar-se-á dos ideais do pensamento coletivo e do compromisso com a cidadania, imprescindíveis para garantir uma doação isenta e segura”, pontua o documento assinado pela Procuradora da República e coordenadora substituta do Grupo de Trabalho da Saúde, Silvia Pontes Lopes, e pelo procurador do MPTCU Marcus Eduardo de Vries Marsico – ambos integrantes SubGT Interinstitucional MPF/MPTCU – Hemoderivados.

Em análise sobre a iniciativa do MPF e do MPTCU, o procurador-geral da Hemobrás, Caio César de Sousa, explica que o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público da União (MPTCU) têm, por natureza, como finalidade a proteção dos interesses coletivos e direitos individuais indisponíveis dos cidadãos, o que reforça a relevância da manifestação. Caio de Sousa reforça que a suposta aprovação da PEC poderia repercutir em negação de direitos, à medida que permite a remuneração por doação e implica na redução do número de doadores espontâneos, que contribuem de forma voluntária e solidária com os bancos de sangue e, por fim, à produção de medicamentos hemoderivados. “A PEC muda o texto originário de 1988, que veda a comercialização de qualquer parte do corpo humano. A proposta que está em fase de análise quebra esse paradigma bioético”, ressalta ele. Além disso, afirma “Manter a estabilidade da Política do Sangue e o previsto na Constituição de 88, é garantir o Sistema Único de Saúde (SUS) atendido, soberania do país preservada e interesse público prevalecendo sobre o privado”.

SOLUÇÕES EXISTENTES

A nota técnica afirma que fica evidente o intento do proponente de viabilizar por meio da PEC sob análise “a atualização da legislação brasileira no que diz respeito à coleta e ao processamento de plasma sanguíneo” e questiona a pertinência à consecução das finalidades às quais, em tese, se destina a PEC. “ (…) Todos os problemas destacados pela PEC e as respectivas soluções já possuem amparo constitucional, sendo, inclusive, objeto de leis específicas, de modo que eventuais mudanças, se necessárias, podem se dar na esfera infraconstitucional, alterando-se tão somente as leis e demais regramentos que tratam da matéria, visando atingir os fins propostos”, pontua a nota.

Para ler a nota na íntegra, basta clicar aqui.




Comitê de Auditoria visita fábrica da Hemobrás

O Comitê de Auditoria da Hemobrás fez visita à fábrica da Empresa, em Goiana, Pernambuco, na última sexta-feira (11.08) para acompanhar as atividades nos blocos produtivos, além das etapas de finalização da obra do bloco do medicamento recombinante, que tem previsão de entrega em 2023.

Com reuniões mensais, o Comitê de Auditoria é órgão de assessoramento ao Conselho de Administração e monitora a qualidade das demonstrações financeiras, dos controles internos, da conformidade, do gerenciamento de riscos e das auditorias interna e independente, conforme Estatuto da Hemobrás.

O Comitê de Auditoria é composto por três membros eleitos pelo Conselho de Administração para um mandato de três anos, não coincidentes para cada membro, conforme Estatuto da Hemobrás. Atualmente, o COAUD é composto por Pedro Canísio Binsfeld (presidente), Alex Laquis Resende e Glauben Teixeira de Carvalho.