Hemobrás recebe representantes dos Ministérios da Saúde e Economia

A visita realizada na última quinta-feira (03/02) contou com a presença do Secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Ricardo Moura de Araújo Faria, do Ministério da Economia, bem como o Diretor de Política de Pessoal e Previdência Complementar de Estatais, também da pasta da Economia, João Manoel da Cruz Simões. Já do Ministério da Saúde, a Hemobrás recebeu o Secretário Executivo Adjunto, Dr. Alessandro Glauco dos Anjos de Vasconcelos.

Na ocasião, presidente e diretores da Hemobrás, junto aos integrantes do corpo técnico, fizeram uma visita orientada pela planta da empresa em Goiana-PE conhecendo de perto os avanços da unidade. Na apresentação oficial, a Hemobrás mostrou aos visitantes a importância da autossuficiência do Brasil na produção de hemoderivados, bem como o crescimento na distribuição destes medicamentos ao longo dos anos. Até então o ano de maior distribuição foi 2015 com 355.266 frascos distribuídos, em 2022 a previsão é que sejam distribuídos 406.850. A empresa também apresentou os quantitativos do fechamento do exercício de 2021 com resultado positivo em valor líquido de R$234,03 milhões de reais.

O Secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Ricardo Moura de Araújo Faria, do Ministério da Economia, destacou que “hoje são 48 empresas estatais no controle direto da União e aqui (na visita) tivemos um representante do Ministério da Saúde, que traz elementos sobre a relevância da companhia, isso nos dá muita segurança de que o trabalho que está sendo desenvolvido, é sim um trabalho de altíssima necessidade, altíssima relevância para a sociedade brasileira”, concluiu.

Já o Diretor de Política de Pessoal e Previdência Complementar de Estatais, João Manoel da Cruz Simões, lembrou a importância de visitas dessa natureza. “É importante para nós, e torna bem diferente o nosso trabalho, esse momento, em que a gente vem aqui conhece as instalações, fala com as pessoas, entende os processos mais de perto.”

O presidente da Hemobrás, Oswaldo Castilho, avaliou como positiva a visita. “Foi uma visita extremamente produtiva, onde foi demostrado ao Ministério da Economia a evolução da Hemobrás. Eles ficaram extremamente impressionados com os avanços e se prontificaram a avaliar cada solicitação que apresentarmos.”

Os medicamentos produzidos pela Hemobrás serão destinados a tratamentos de uma ampla gama de doenças. Atualmente, esses medicamentos apresentam preço de aquisição elevado devido às condições e à estrutura de mercado externo. A produção em solo nacional é de extrema importância e reduz a vulnerabilidade científica e financeira do país diante do mercado internacional. A dependência externa nesse setor pode deixar o país sujeito até mesmo à falta de medicamentos, influenciada pelo desequilíbrio entre a oferta e a procura em todo o mundo. Por isso, a Hemobrás é considerada uma indústria farmacêutica estratégica para o Brasil, que traz independência do mercado externo com a produção nacional de hemoderivados.

A diretora de Administração e Finanças da Hemobrás, Luciana Silveira, destaca a importância que tais avanços têm para os usuários finais que recebem os medicamentos via Sistema Único de Saúde – SUS. “Estamos falando de uma população que não consegue esses medicamentos de maneira fácil. São medicamentos caríssimos, e a Hemobrás está prestes a conseguir a sua autonomia, já que não precisará importar esses medicamentos. Isso representa a ampliação do acesso para a população brasileira e um ganho para o nosso país, que reduzirá significativamente os custos com essas importações”.

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Imunoglobulina

São proteínas produzidas pelos linfócitos B, tipo específico de leucócito (célula sanguínea) cuja função é reconhecer, neutralizar e marcar os antígenos para que estes sejam eliminados ou fagocitados pelos macrófagos. Ou seja, age como mecanismo de defesa do organismo contra infecções e agressões externas. 

Indicação – no âmbito terapêutico, é usada principalmente em pessoas com doenças neurológicas, deficiências imunológicas, doenças autoimunes e infecciosas, aids, púrpura, entre outras e no transplante de medula óssea. 

Fator de von Willebrand

É um fator pró-coagulante que circula no plasma sanguíneo. Ele aumenta a adesão de plaquetas ao endotélio lesado e, ao se ligar ao fator VIII, mantém adequados seus níveis plasmáticos. A deficiência quanti ou qualitativa desse fator caracteriza a doença que traz o nome do médico finlandês Erik Adolf von Willebrand, que a descreveu pela primeira vez em 1925. 

Indicação – portadores da coagulopatia de von Willebrand, vinculada a mutação no cromossomo 12, que se manifesta basicamente pela disfunção plaquetária associada à diminuição dos níveis séricos do fator VIII coagulante, existindo também casos raros de forma adquirida da doença. Essa é a doença hemorrágica mais comum e atinge cerca de 2% da população mundial. Ambos os sexos são afetados e os sintomas incluem sangramentos nas gengivas, menstruais prolongados, sangramentos excessivos após pequenos cortes, extração dentária e outras cirurgias.  

Fator IX

O Fator IX é uma das principais proteínas do sistema de coagulação e encontra-se deficiente em pessoas com hemofilia B. 

Indicação – pacientes com hemofilia B, doença genética cujos sintomas são semelhantes aos da hemofilia A.

Fator VIII

O Fator VIII plasmático é uma das proteínas essenciais do sistema de coagulação sanguínea e sua falta causa a hemofilia A, chamada de hemofilia clássica, doença genética ligada ao sexo.  

Indicação – usado no tratamento das pessoas com hemofilia A, doença caracterizada por hemorragias nas articulações, músculos, trato digestivo e cérebro. Como a doença é ligada ao cromossomo X, um homem (XY) com um gene anormal no seu cromossomo X terá hemofilia. No caso da mulher (XX), ela só apresenta a doença, se os dois cromossomos X estiverem afetados, o que é muito raro. Quando um só é atingido, ela poderá passar o gene ao seu filho. A incidência estimada da doença é de 1 para 5mil homens e 1 para cada 25 milhões de mulheres. O Fator VIII plasmático tem a mesma função do Hemo-8r (nosso fator VIII recombinante): combater sangramentos e realizar o tratamento profilático de pacientes com hemofilia A. A reposição do fator VIII restaura a hemostasia nesses pacientes. 

Entregas

Entregas em 2022: 82.981 frascos. 

Atualizado em 24/08/2022.

Albumina

Albumina humana é a principal proteína encontrada no plasma sangue. Sua síntese ocorre no fígado, pelos hepatócitos. Exerce papel fundamental na manutenção da pressão osmótica, distribuindo os líquidos corporais nos espaços intra e extravascular. 

Indicação – é usada no tratamento de grandes queimados ou de pessoas com hemorragias graves, cirrose, insuficiência renal, septicemias, e ainda em transplantes de fígado e cirurgias cardíacas. 

Hemo-8r
(Fator VIII recombinante)

O Hemo-8r é o nosso Fator VIII recombinante. Ele é o nosso primeiro produto registrado e distribuído com a nossa marca. O Hemo-8r é fundamental para a nova fase do tratamento da Hemofilia A no Brasil com a ampliação da profilaxia, que é a maneira mais eficaz para prevenir os sangramentos espontâneos e sequelas nas pessoas portadoras da coagulopatia.

Possui a mesma eficácia do Fator VIII plasmático, mas não depende das doações de sangue para ser produzido, o que vai permitir que a maioria das pessoas portadoras de Hemofilia A possam fazer o tratamento profilático no futuro.

Recombinantes

Medicamentos recombinantes são produzidos por engenharia genética através do uso da “tecnologia de DNA recombinante”. Nessa técnica, um gene responsável pela síntese de uma proteína específica, é inserido numa célula que será responsável pela expressão da mesma. Essa célula modificada se reproduz num meio com nutrientes e expressa uma grande quantidade da proteína. O produto final é obtido após a purificação da proteína e utilização na fabricação do medicamento.

Atualmente, temos um processo de transferência de tecnologia de medicamento recombinante com o laboratório Takeda, para a produção do Hemo-8r, o Fator VIII recombinante.

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